quarta-feira, 1 de julho de 2015


OS ACONTECIMENTOS DE NOSSOS DIAS


Tenho dito que vivemos numa geração pós-moderna, pluralista, relativista e com forte ação para o paganismo antigo. Isso se dá de diversas formas: pelo desrespeito às instituições, pelo distanciamento consciente da influência da ética e moral cristã, pela perda contínua do pátrio poder, pela relativização da verdade, pelo apelo à libertinagem disfarçada de liberdade, por uma espiritualidade pessoal fraca e superficial, pelo hedonismo e busca da felicidade sem respeito ao outro, pelas relações casuais, pela sexolatria maquiada de direitos civis, pelo culto ao corpo e aos padrões de beleza fora da realidade humana, por uma política de conchavos, corrupta e corrosiva do erário público que não dá a mínima para o povo que diz representar, por uma forte impunidade disfarçada de direitos humanos, por uma Academia mais marcada por teorias e utopias e menos ciência que melhora o mundo, pela intolerância religiosa e contra a religião e por uma sociedade que exige diariamente seus “direitos” e não pratica nem conhece seus deveres.

É óbvio que em um tempo assim, não devemos subestimar ou nos surpreender com nada que acontece, assim como as Escrituras já a quase dois mil anos atrás nos advertia que os nossos dias teriam estas características. Vejamos o que elas nos dizem:

A)    Jesus nos antecipou que haveria de acontecer problemas de todas as ordens, familiares, relacionais, geopolíticos e na natureza (Mateus 24.4-14)

B)    Jesus nos disse que as pessoas se comportariam nestes tempos como os da época do dilúvio e de Sodoma e Gomorra (Lucas 17.22-30)

C)    Paulo nos assevera que estes dias que vivemos é marcado pela mudança dos fundamentos da verdade (2 Tessalonicenses 2.2-12)

D)    Ele nos diz que nossos dias serão marcados pela influência maligna e demoníaca que se inicia primeiro nos ambientes da fé (1 Timóteo 4.1,2)

E)     Paulo também nos afirma que nossos dias serão invadidos por uma forte mudança no comportamento das pessoas a partir de sua individualidade (2 Timóteo 3.1-9)

F)     Pedro nos avisa que falsos mestres iniciarão um movimento destrutivo dentro da própria igreja de Cristo tentando afastar os fiéis de Deus, da verdade e do evangelho de nosso Senhor (2 Pedro 2)

G)    João nos informa que há uma clara separação entre o cristão genuíno e o espírito do mundo (1 João 2.1-17)

H)    Judas nos mostra como em nossos dias e sempre existiram pessoas que se disfarçavam de espirituais, mas verdadeiramente são como enviados do Maligno para corromper os homens e mulheres de Deus (Judas.4-19)

Basicamente isso. Não é de admirar que gente com essas características tentem, vez após outra, influenciar os meios de comunicação e as diversas mídias que existem (e com eficácia) para seus fins destrutivos da moral e ética cristãs, que tentem, até por meio de leis, calar a boca dos que eles chama de “intolerantes religiosos” ou “fundamentalistas cristãos” para que não lancem em suas faces seus pecados e iniquidade. Não se deve imaginar que essas pessoas não tentariam mudar até a forma de ensino nas escolas para que as crianças cresçam mais tendentes ao seu modelo de “família” e “sociedade igual”. Não se deve assustar com suas falas, suas campanhas, suas manifestações e coisas semelhantes, pois esse é o espírito que lhes guia. Rejeitam a verdade, odeiam as Escrituras, abominam o Deus bíblico santo e puro, manipulam a própria imagem de Jesus à sua imagem pecaminosa e indecente, traduzem os textos à sua maneira e cosmovisão, amam uma falsa liberdade e se comportam como animais no cio. O que esperar de uma geração assim?

A nós, cristãos bíblicos só nos restam algumas poucas coisas a fazer, a saber:

1)      Continuar levando a mensagem da salvação aos perdidos (Marcos 16.15,16). Lembre-se, não são perdidos porque são pessoas maravilhosas ou boas, mas precisamente por estarem em rebelião contra Deus e sua Palavra. Devemos pregar o evangelho em todo o tempo (2 Timóteo 4.2). Não podemos negociar essa ordem bíblica, é imperativo que não nos calemos. Não somos neutros neste mundo.

2)      Devemos procurar influenciar da maneira que for possível os governantes de nossa nação para que façam leis e legislem de forma a vivermos em paz e tranquilos (1 Timóteo 2.1-6), mas tudo começa pela oração por eles. Não somos chamados a ser passivos enquanto o mundo desmorona ao nosso redor, somos chamados para sermos pacíficos. Ao mesmo tempo, temos uma causa que vale a pena lutar por ela pelos meios legais disponíveis, por isso não devemos nos acomodar.

3)      Viver uma vida de santidade diante de Deus e dos homens, sendo sal e luz nesta terra (Mateus 5.13 e 1 Pedro 2.11-15),

Aos pastores bíblicos ficam duas grandes tarefas a cumprir neste tempo e diante de todos os acontecimentos:

Primeiro – devemos proteger e cuidar do rebanho de Deus como o Sumo Pastor nos ensinou e como os apóstolos nos ensinaram (João 10.11-13 / Atos 20.28-31 / 1 Pedro 5.1-4). Essa e nossa tarefa principal.

Segundo – devemos da mesma forma zelar pela sã doutrina e pelo evangelho, com a finalidade de que o rebanho de Deus não se desvie após hereges e heresias (Romanos 16.17 / Efésios 4.11-14 / 1 Timóteo 1.3-10 e 4.16 / Tito 1.7-11 / Hebtreus 13.17 / 2 João 1.9,10 / Apocalipse 2.14,15).

Minha esposa me ouviu falando sobre isso esses dias e me deu uma pérola de sua sabedoria. Ela me disse que os pastores deveriam se preocupar em proteger o rebanho de Deus das falsas doutrinas e cuidar para ele seja preservado de todo este mal do mundo. Sei que isso só é válido para verdadeiras ovelhas, portanto, algo que só será feito em parte. Mas veio-me a lembrança do que aconteceu quando Deus quis libertar seu povo do Egito: enquanto ele julgava aquela poderosa nação com suas pragas, \Ele protegia seu povo na terra de Gósen (Êxodo 8.6; 9.26; 10.21,22). Quem sabe, se Deus assim quiser, possa fazer com que nosso trabalho pastoral redunde neste tipo de proteção para Seu rebanho nestes dias difíceis.

A Deus toda a glória!


Bp. Carlos Carvalho
Teólogo e Pr. Sênior da Comunidade Batista Bíblica

Cientista Social e fundador da ONG ABAN Brasil  

quinta-feira, 25 de junho de 2015

Raízes

RAÍZES




Jesus nos disse que pelos frutos se conhece as árvores (Mateus 7.16), Ele sabia que não se pode mudar os frutos sem mudar as raízes. O problema está na raiz, não nos frutos e esta maneira de ver serve para todas as relações humanas.

Transporte esta verdade para cada caso de homicídio, estupro, sequestro, roubo, pedofilia, corrupção, terrorismo, furto, adultério, prostituição, mentira, engano, furto, abuso, ódio, latrocínio, guerra, guerrilha, tráfico, vício ou perversão sexual e encontraremos a fonte real de todos os problemas das sociedades humanas.


segunda-feira, 8 de junho de 2015

TOLERÂNCIA em discurso


TOLERÂNCIA em discurso


Preciso dizer algo com muito respeito por todos e profunda seriedade.

É preciso ter extremo cuidado com nossos discursos de "tolerância" em relação às pessoas em situação de pecado e de idolatria, por dois motivos básicos:

Primeiro porque sabemos que nossa situação anterior ao novo nascimento não era melhor do que a das pessoas contra as quais lhes questionamos o comportamento e em nosso meio (também possivelmente ainda dentro de nós) haja pecados evidentes, porém isso não é desculpa para minimizar o pecado e igualmente não reconhecer que a vida de Cristo transformou nossa velha natureza em uma nova que elimina continuamente o pecado e torna-se um modelo de comportamento desejado por Deus para todos.

Segundo porque a repetitiva e cansativa "pregação" sobre o amor de Deus ou de Jesus não reflete a verdade sobre a santidade de Deus, do próprio Jesus que jamais se conectou ao pecado e tampouco da mensagem cristã que declara que o amor "não inveja, não se vangloria, não se orgulha, não maltrata, não procura seus interesses, não se ira facilmente, não guarda rancor. O amor não se alegra com a injustiça, mas se alegra com a verdade (1 Coríntios 13:4-6). O amor tão falado não somente detém sentimentos bondosos e esperançosos sobre as pessoas, mas também impõe limites ao pecado.

A mensagem de Cristo, e, portanto, a mensagem cristã de defesa dos valores e princípios espirituais pelos quais Deus deseja abençoar toda a vida humana não deve ser confundida com pregação de ódio, de preconceito ou de intolerância. Nada seria mais estranho ao verdadeiro Evangelho este tipo de entendimento.


Pense nisso!

Bp. Carlos Carvalho